TJRJ Rejeita Liminar e Mantém Cassação Política na Prefeitura de Japeri

Fachada da sede da Prefeitura de Japeri durante expediente administrativo

Decisão monocrática assegura Carlos Januário no cargo enquanto auditorias apuram contratos públicos na Baixada Fluminense.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a troca de comando na Prefeitura de Japeri nesta terça-feira. Dessa forma, o desembargador Pedro Saraiva indeferiu o pedido liminar impetrado pela ex-prefeita Fernanda Ontiveros. A medida assegura a permanência de Carlos Januário à frente do Executivo na Baixada Fluminense.

A ex-prefeita pretendia anular a sessão legislativa que determinou a perda do seu mandato em outubro. Contudo, o magistrado considerou incabível examinar o mérito do mandado de segurança antes da manifestação de primeiro grau. Segundo o despacho, o juízo competente ainda aguarda o parecer do Ministério Público estadual.

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Entenda o cenário na Prefeitura de Japeri

  • Placar no Legislativo: A Câmara Municipal aprovou a cassação de Fernanda Ontiveros por oito votos favoráveis e três contrários no dia dez de outubro.
  • Denúncia de propina: A defesa da ex-mandatária acusa suposta oferta ilícita de quatrocentos mil reais e promessa de cargos a vereadores.
  • Devassa em contratos: A atual gestão instaurou apurações administrativas em catorze processos, com foco em obras no bairro São Jorge e despesas da Educação.
  • Fornecedor sob suspeita: Os técnicos do município fiscalizam pagamentos destinados à empreiteira Construflex diante de indícios de direcionamento licitatório.

Desdobramentos no Judiciário e posicionamento das partes

A ex-chefe do Executivo sustentava nos autos que dois vereadores investigados não tinham legitimidade para votar na sessão plenária. No entanto, o Judiciário fluminense entendeu que a disputa política deve seguir o rito regular da primeira instância. Por esse motivo, a nova administração da Prefeitura de Japeri encaminhou relatórios à Polícia Civil para subsidiar novos inquéritos.

Conforme manifestações públicas, os parlamentares citados e a direção da Construflex negam veementemente qualquer irregularidade nas condutas institucionais. Além disso, as defesas reiteram que comprovarão a lisura das ações perante os órgãos de controle. O espaço permanece aberto para que os citados apresentem esclarecimentos adicionais.