O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) receberam representações da Assembleia Legislativa (Alerj). O objetivo da medida é apurar casos de boicote político contra empresários e prestadores de serviços fluminenses. O deputado estadual Yuri Moura iniciou a ação após receber denúncias de intimidação no estado.
A investigação foca em listas de perseguição compartilhadas via grupos de WhatsApp. Esses arquivos expõem nomes de comerciantes devido a supostas preferências eleitorais ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme as denúncias, os criadores das mensagens incentivam consumidores a não contratarem os profissionais citados. Além disso, a manobra tenta provocar prejuízos financeiros severos aos estabelecimentos locais.
Entenda o caso e o impacto do boicote político
- Regiões afetadas: As denúncias englobam as cidades de Petrópolis, Três Rios e Cachoeiras de Macacu, no interior fluminense.
- Volume de expostos: Apenas em Petrópolis, uma única lista contém mais de 100 nomes de médicos, donos de restaurantes e psicólogos.
- Riscos legais: Os investigados podem responder por violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), discriminação e assédio.
- Medidas preventivas: A Polícia Civil, a Polícia Militar e a Defensoria Pública também acompanham as ameaças aos trabalhadores.
Próximos passos e acolhimento dos investigados
A equipe jurídica do gabinete parlamentar instaurou canais virtuais para as vítimas do boicote político. Desse modo, novos prejudicados podem apresentar provas, como capturas de tela, e relatar retaliações. O mandato organiza o material para auxiliar o trabalho das polícias e preservar o sustento das famílias.
No entanto, o andamento penal depende da análise técnica do MPRJ e da Polícia Civil. As instituições avaliarão as infrações trabalhistas e os possíveis danos morais. Até o momento, os supostos autores não emitiram um pronunciamento oficial. Contudo, o espaço da reportagem segue aberto para a manifestação e a defesa dos investigados.