Alerta no Rio: mortalidade por câncer em mulheres negras é quase quatro vezes maior

Dados do INCA evidenciam graves falhas nas políticas de saúde pública para a população fluminense mais vulnerável.

O diagnóstico tardio de câncer de mama atinge com maior gravidade as pacientes negras no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com um relatório inédito do Instituto Nacional de Câncer (INCA), essas mulheres enfrentam uma taxa de mortalidade 3,8 vezes superior à de pacientes brancas. Além disso, o levantamento comprova que a escassez de mamógrafos em bairros periféricos amplia essa disparidade racial na rede pública.

Nesse sentido, as barreiras sociais empurram milhares de moradoras para longas esperas nas clínicas municipais. Portanto, gestores de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói precisam acelerar a marcação de consultas na atenção básica. Por outro lado, médicos do órgão federal alertam que os exames regulares garantem até 95% de chance de cura quando identificam o tumor no início.

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Entenda o impacto do câncer de mama na população

  • Mortalidade desigual: Pacientes negras registram letalidade 3,8 vezes maior em razão do diagnóstico em estágio avançado pelo SUS.
  • Agressividade tumoral: O levantamento registrou maior prevalência do subtipo biológico triplo negativo, que requer respostas terapêuticas imediatas.
  • Prevenção eficaz: Hábitos equilibrados, como a prática de atividades físicas e a baixa ingestão de bebidas alcoólicas, evitam 17% dos casos.
  • Gargalo na Baixada: Municípios como São Gonçalo e Belford Roxo ainda enfrentam carência de equipamentos para exames preventivos de rotina.

Desdobramentos na rede de saúde fluminense

Conforme defendeu o diretor-geral do INCA, Roberto Gil, o poder público deve priorizar a equidade no acolhimento hospitalar. Por essa razão, conselhos de saúde locais cobram a instalação imediata de centros de diagnóstico rápido nos municípios da Baixada Fluminense. Consequentemente, secretarias municipais avaliam parcerias com o Estado para ampliar mutirões em praças públicas.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde não anunciou um calendário específico para reforçar os atendimentos nestas regiões. Contudo, o espaço da Folha Metropolitana Rio permanece aberto para os esclarecimentos dos gestores públicos sobre os novos planos de atendimento.