Congresso promulga fim da escala 6×1 com jornada de 40 horas

Plenário do Senado durante a sessão que promulgou o fim da escala 6x1 no Brasil.

Medida histórica garante dois dias de folga semanal e passará por transição progressiva.

O Congresso Nacional oficializou, nesta sexta-feira (16), o fim da escala 6×1 em todo o território brasileiro. Com isso, os trabalhadores conquistam o direito inédito a dois dias de repouso remunerado por semana. Além disso, a emenda altera a Constituição de 1988 e proíbe expressamente qualquer redução nos salários.

Essa nova regra diminui a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Os senadores aprovaram o texto na última quarta-feira (14), com expressiva margem de 75 votos favoráveis. Agora, o trabalhador fluminense precisa entender os prazos legais de transição da lei.

Como funciona a transição para o fim da escala 6×1

Segundo as novas diretrizes constitucionais, as mudanças não acontecem de maneira imediata. Primeiramente, após dois meses da publicação no Diário Oficial, a jornada de trabalho cai de 44 para 42 horas semanais. Posteriormente, no prazo de doze meses, o limite definitivo de 40 horas entrará em vigor.

Portanto, as empresas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro terão um período adequado para ajustar os horários de seus quadros de funcionários. No entanto, a nova legislação mantém a validade de mecanismos tradicionais, como o banco de horas e o pagamento de horas extras.

Discursos oficiais e desdobramentos da medida

Durante a cerimônia no Senado, os presidentes da Câmara e do Senado celebraram a decisão histórica para o país. De acordo com o senador Davi Alcolumbre, a mudança legislativa garante mais tempo livre e descanso para as famílias brasileiras.

Nesta sexta-feira (16), o Congresso Nacional oficializou o fim da escala 6×1 para todos os trabalhadores do Brasil. A medida altera a Constituição e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Além disso, o texto garante dois dias de repouso remunerado, sem realizar cortes nos salários. A mudança impactará diretamente a rotina de milhões de profissionais em cidades como Duque de Caxias, Niterói e toda a Baixada Fluminense.

A sessão solene ocorreu no Senado e reuniu as principais lideranças políticas do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou em discurso que a saúde do trabalhador precisa caminhar lado a lado com a atividade empresarial. Por outro lado, parlamentares fluminenses já avaliam como a fiscalização das novas regras ocorrerá pelas delegacias regionais do trabalho no Rio de Janeiro.

Entenda a transição para o fim da escala 6×1

O novo regime trabalhista não possui aplicação imediata, dependendo ainda da publicação no Diário Oficial. Portanto, as empresas terão um período de adaptação. Veja as regras:

  • Primeira fase: Dois meses após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais. O trabalhador já conquista o direito a duas folgas semanais.
  • Fase definitiva: Doze meses após a primeira redução, o limite fixa-se em 40 horas semanais de forma permanente.
  • Regra do descanso: Um dos dois dias de folga deve coincidir, preferencialmente, com os domingos, garantindo convívio social.
  • Manutenção de direitos: O banco de horas e o pagamento de horas extras continuam válidos na nova legislação.

Impactos no Grande Rio e acordos sindicais

A promulgação representa a maior transformação trabalhista desde a Constituinte de 1988. Segundo especialistas, prefeituras da Região Metropolitana do Rio de Janeiro precisarão orientar os comerciantes locais sobre as adaptações. Afinal, os setores de comércio e serviços de balcão são os mais afetados pela mudança constitucional.

Durante o pronunciamento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reforçou que o Legislativo optou por priorizar o tempo livre e a qualidade de vida. Conforme as lideranças apontam, o debate mais intenso agora segue para as convenções coletivas. Sindicatos patronais e de trabalhadores no estado do Rio de Janeiro deverão alinhar os novos turnos rapidamente para evitar passivos trabalhistas.

Fonte: Portal G1