O ex-senador e ex-presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (PSB-MG), de 49 anos, tomou posse nesta quarta-feira (30) como novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).A cerimônia, de caráter fechado, foi realizada na sede da Corte, em Brasília.Com a posse, Pacheco assume a cadeira deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto, completando novamente o quadro de nove ministros titulares do tribunal.
Articulação e Amplo Respaldo no Congresso
A vaga ocupada por Pacheco pertence à cota de três assentos reservados à escolha privativa do Senado Federal.A indicação foi formalizada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no mesmo dia em que a vacância foi aberta por Dantas.
A tramitação legislativa ocorreu de forma rápida e com ampla margem de aprovação:
- Senado Federal:Teve o nome aprovado em 1º de setembro pelo placar de 63 votos favoráveis a 4 contrários.
- Câmara dos Deputados:Confirmou a indicação no dia seguinte por 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção.
- Executivo: A nomeação coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ato formal e obrigatório após o aval do Legislativo.
Longevidade no Cargo e Rearranjo em Minas Gerais
Por se tratar de um cargo vitalício com aposentadoria compulsória aos 75 anos, Pacheco — que tem 49 anos — poderá permanecer na Corte de Contas por até 26 anos.
A migração de Pacheco para o TCU sela uma saída estratégica da disputa eleitoral de 2026. Após comandar o Congresso Nacional por dois mandatos consecutivos (2021–2025), o parlamentar descartou concorrer à reeleição ao Senado e recusou apelos do Palácio do Planalto para disputar o governo de Minas Gerais. Com sua renúncia ao mandato parlamentar, a cadeira mineira no Senado passa a ser ocupada pelo primeiro suplente, o ex-deputado Renzo Braz (PP-MG).
A Composição da Corte de Contas
Previsto pela Constituição Federal como órgão técnico de apoio ao controle externo exercido pelo Congresso, o TCU conta com nove magistrados. Seis cadeiras são indicadas pelos parlamentares (três pelo Senado e três pela Câmara) e três pela Presidência da República (duas reservadas a auditores de carreira e membros do Ministério Público junto ao TCU, e uma de livre escolha, com aval do Senado).
Com a chegada do ex-presidente do Senado, o tribunal volta a operar com sua composição integral sob a presidência do ministro Vital do Rêgo.