A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro passou a considerar foragida a empresária e ex-vereadora Verônica Costa, amplamente conhecida no cenário musical como a “Mãe Loira do Funk”. A medida foi tomada após agentes realizarem buscas e não a localizarem para o cumprimento da ordem de prisão expedida pela Justiça fluminense, que determinou o início do cumprimento da pena de 10 anos e 8 meses de reclusão pelo crime de tortura contra seu ex-marido, Márcio Costa.
Diligências policiais e imóvel deserto no Recreio
Equipes da Polícia Civil efetuaram diligências em diferentes endereços ligados à ex-parlamentar na tentativa de dar cumprimento ao mandado judicial. Em uma das investidas, realizada em um apartamento situado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital, os policiais encontraram o imóvel completamente desocupado, com apenas dois cães em seu interior.
Sem pistas imediatas sobre o paradeiro da ex-vereadora nos locais habituais de residência e trabalho, os investigadores acionaram protocolos de busca e monitoramento para localizá-la e efetuar a captura.
Histórico da denúncia e agravamento da condenação
O caso remonta a fevereiro de 2011, quando o ex-marido da empresária compareceu à delegacia para denunciar ter sido vítima de agressões e tortura no interior da residência do casal. Segundo o relato acolhido pelo Ministério Público, a vítima foi amarrada, vendada e submetida a agressões físicas e queimaduras com substâncias químicas:
- Primeira condenação (2019): O juízo da 16ª Vara Criminal do Rio condenou Verônica Costa inicialmente a uma pena de 5 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto.
- Elevação da pena em segunda instância (2023): Ao julgar recurso de apelação movido pelo Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) reformou a dosimetria e aumentou a reprimenda para 10 anos e 8 meses de reclusão, fixando o regime fechado diante da gravidade dos fatos.
Perda de mandato e situação processual
Além da privação de liberdade em regime mais severo, a decisão colegiada do Tribunal de Justiça ratificou a determinação judicial que decretou a perda definitiva do mandato parlamentar de Verônica Costa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, cargo para o qual havia sido eleita por múltiplos mandatos consecutivos.
Com o esgotamento dos recursos com efeito suspensivo e a emissão do mandado de prisão, a ex-parlamentar segue procurada pelas forças de segurança do Estado.