Em caminhada pela principal via do Méier, na Zona Norte da capital fluminense, o candidato ao governo do Estado Douglas Ruas vinculou diretamente a crise na segurança pública ao enfraquecimento do comércio de rua. Durante a agenda, Ruas apontou que a sensação de insegurança tem provocado o fechamento sistemático de estabelecimentos e afugentado clientes, defendendo que a recuperação econômica fluminense depende da recuperação da ordem e da estabilidade nas calçadas.
Integração institucional e controle territorial
Para combater as organizações criminosas que afetam o ambiente de negócios e o cotidiano da população, o plano apresentado foca na coordenação entre esferas federativas:
- Pacto entre os três poderes: Articulação operacional e de inteligência entre Estado, municípios e União para viabilizar intervenções coordenadas contra o tráfico e milícias.
- Recuperação de áreas: Ruas enfatizou que a autoridade do poder público precisa prevalecer em todas as regiões: “Nós não vamos admitir que o crime organizado seja dono de qualquer palmo do território do Estado do Rio”.
Reforço no efetivo e presença ostensiva
Como medida prática para reocupar os espaços urbanos e restabelecer a rotina comercial nos bairros, a proposta inclui ações imediatas para recompor as polícias do Rio de Janeiro:
- Convocação de excedentes: Promessa de chamar, já no primeiro mês de mandato, todos os candidatos aprovados em cadastro de reserva dos últimos concursos públicos da segurança pública.
- Novos certames: Lançamento de novos concursos para ampliar continuamente o número de policiais em serviço ativo e preencher postos abertos por aposentadorias.
Ao atrelar os índices de criminalidade à queda nas vendas e ao desemprego no varejo local, a estratégia da candidatura busca posicionar o fortalecimento das forças policiais não apenas como dever institucional, mas como alavanca indispensável para a retomada do crescimento econômico do Rio.