”Só faz campanha em comunidade quem tem ligação com o crime”, diz Douglas Ruas

O candidato do Partido Liberal (PL) ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, defendeu em sabatina na TV Record que o eleitorado acompanhe com atenção as agendas de campanha realizadas em áreas conflagradas do estado. O postulante sustentou que a entrada desimpedida de figuras públicas em territórios dominados por facções para pedir votos sugere alinhamento ou tolerância de grupos criminosos. Durante a entrevista, ele mencionou visitas anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do prefeito carioca, Eduardo Paes, ao Complexo do Alemão, contrastando o livre acesso de comitivas civis com a forte resistência armada enfrentada pelas forças policiais nessas mesmas regiões.

Segundo Ruas, candidatos que entram em áreas dominadas por grupos criminosos para pedir votos teriam algum tipo de relação com o crime organizado. “Só faz campanha dentro de comunidade quem tem ligação com o crime organizado”, afirmou

Trajetória política e perfil da candidatura

Policial civil de carreira com atuação prévia em delegacias de investigação de homicídios, Ruas estrutura sua estreia na disputa pelo Palácio Guanabara tendo a segurança pública como eixo central. Com passagens pela gestão municipal em São Gonçalo, pela chefia da Secretaria Estadual das Cidades e pelo parlamento fluminense, o candidato aposta na retomada do controle territorial pelo poder público e no fortalecimento das corporações policiais como principais bandeiras de sua campanha.

Estratégias para a segurança e controle territorial

O plano de governo apresentado pelo candidato foca em ações integradas de combate ao crime organizado e na reformulação das políticas estaduais de segurança:

  • Permanência policial contínua: Manutenção das tropas nos territórios após o encerramento das incursões operacionais, com a finalidade de impedir a recomposição do poder armado das facções e resguardar o direito de ir e vir dos moradores locais.
  • Reforço de efetivo: Convocação imediata dos aprovados em concursos públicos vigentes para ampliar o policiamento ostensivo nas ruas e acelerar a capacidade investigativa da polícia judiciária.
  • Desmantelamento econômico de facções: Intensificação das investigações patrimoniais para asfixiar fontes de receita ilegal exploradas pelo crime organizado, incluindo cobrança de taxas em comunidades, transporte clandestino e serviços irregulares de telecomunicação.
  • Comitê integrado de inteligência: Criação de uma mesa permanente de coordenação entre polícias estaduais e forças federais voltada a interceptar a entrada de armas de grosso calibre e entorpecentes pelas divisas do estado.