O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou 14 servidores do Instituto Rio Metrópole (IRM) após a operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga um suposto esquema de corrupção na autarquia.
A decisão foi tomada após a deflagração da operação que apura crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos que, segundo as investigações, somam R$ 86 milhões.
Investigação apura desvio de recursos
De acordo com o MPRJ, os investigados são suspeitos de integrar um esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole.
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra servidores e outros investigados, além de determinar medidas cautelares para preservar as apurações.
Instituto terá comando interino
Até a definição de um novo presidente para o IRM, a administração do instituto ficará sob a responsabilidade do secretário do Gabinete de Segurança Institucional, Roberto Leão.
A mudança faz parte das medidas adotadas pelo Governo do Estado após a operação, enquanto as investigações do Ministério Público prosseguem para apurar a extensão das irregularidades e a participação dos envolvidos.
Fonte: Governo do Estado do Rio de Janeiro.