A nova direção do Instituto Rio Metrópole (IRM) suspendeu os pagamentos e a renovação de um contrato de mais de R$ 16 milhões com uma empresa terceirizada após a operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa na autarquia.
A decisão foi determinada pelo presidente interino do instituto, Roberto Lisandro Leão, que ordenou a revisão dos documentos relacionados ao contrato firmado com a empresa Alvo Soluções Empresariais e Serviços de Apoio Ltda. enquanto prosseguem as investigações.
Contrato havia sido renovado antes da operação
Segundo a atual gestão, o contrato foi firmado em 2024 para o fornecimento de mão de obra terceirizada. Dias antes da operação que levou à prisão do então presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, o acordo foi renovado por mais dois anos, estendendo sua vigência até junho de 2028, com valor superior a R$ 16 milhões.
A renovação, no entanto, foi interrompida e não será publicada no Diário Oficial até a conclusão da análise técnica e administrativa do processo.
Empresa entrou no radar das investigações
A empresa Alvo Soluções passou a ser alvo de apuração após reportagens apontarem que um de seus sócios esteve em endereços ligados a empresas investigadas por participação no esquema de desvio de recursos públicos. As suspeitas são analisadas pelo Ministério Público, que investiga contratos do IRM que, segundo a denúncia, teriam provocado prejuízo estimado em R$ 86 milhões aos cofres públicos.
Governo mantém auditorias
Além da suspensão do contrato, o Governo do Estado promoveu mudanças na direção do Instituto Rio Metrópole e informou que a Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) continuará realizando auditorias nos contratos da autarquia.
As investigações do MPRJ seguem em andamento para apurar a atuação dos envolvidos e identificar eventuais irregularidades em outros contratos firmados pelo instituto.