Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela capturado em operação militar norte-americana na madrugada de 4 de janeiro em Caracas, compareceu a sua primeira audiência no Tribunal Federal Daniel Patrick no Baixo Manhattan em 5-6 de janeiro.
Maduro e sua esposa Cilia Flores foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
Durante audiência, Maduro se declarou inocente e afirmou estar “sequestrado” pelos Estados Unidos, argumentando ser ainda o legítimo “presidente da Venezuela”. O juiz interrompeu seu depoimento quando ultrapassou o escopo das perguntas formuladas. Maduro foi transferido do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn via helicóptero e comboio policial com segurança extraordinária. Ambos permanecerão detidos até próxima audiência marcada para março de 2026.
A captura de Maduro representa virada geopolítica dramática na América Latina, com ramificações imediatas. Delcy Rodríguez, vice-presidente do regime chavista, foi empossada como presidente interina do país por 90 dias.
Na Venezuela, ocorreram tiroteios na região do palácio presidencial durante a cerimônia de posse, além de prisão de jornalistas cobrindo os eventos.