Mercado reduz previsão de inflação para 4,55% em 2025

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no país, foi ligeiramente revisada para baixo, passando de 4,56% para 4,55% em 2025. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, que reúne as expectativas das principais instituições financeiras do país.

Apesar da redução, a nova estimativa ainda supera o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite uma variação entre 1,5% e 4,5%.

Para os anos seguintes, o mercado projeta uma trajetória de desaceleração gradual dos preços, com previsão de 4,20% em 2026, 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028. A expectativa indica uma convergência lenta em direção ao centro da meta de longo prazo.

Em relação à atividade econômica, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,16% neste ano e 1,78% em 2026, sinalizando otimismo moderado diante do cenário de juros elevados e desaceleração global.

A taxa básica de juros, a Selic, deve encerrar 2025 em 15% ao ano, segundo as projeções das instituições consultadas. Para os anos seguintes, o mercado espera cortes graduais, com 12,25% no fim de 2026 e 10,5% em 2027.

Especialistas avaliam que a manutenção da Selic em patamar elevado reflete a preocupação do Banco Central com a persistência inflacionária e o ritmo ainda lento da queda de preços. A expectativa é que o processo de redução dos juros avance de forma cautelosa, acompanhando a evolução dos indicadores econômicos e o comportamento das contas públicas.