A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar um esquema de desvio que ultrapassa R$ 813 milhões por meio de transferências via o sistema Pix. A investigação identificou movimentações atípicas entre contas de pessoas físicas e jurídicas, bem como uso de “contas-laranja” para ocultar a origem dos recursos.
Os indícios levantados apontam para atuação de organização criminosa voltada à apropriação dos valores desviados, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos. A PF requisitou quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de diversos investigados, além do bloqueio de bens e ativos financeiros para garantia de eventual ressarcimento.
As transferências foram realizadas em massa, muitas vezes utilizando contas que não pertenciam aos beneficiários finais, o que dificultou o rastreamento. Investigadores relatam que os valores passaram por múltiplas contas antes de serem aplicados em ativos ou remetidos ao exterior.
O esquema é considerado um dos maiores já detectados envolvendo o Pix, o que gera preocupação tanto para as autoridades reguladoras como para as instituições financeiras, que vêm sendo cobradas por reforçar os controles de transações instantâneas. A PF afirmou que seguirá com as diligências até identificar todos os envolvidos e recuperar os valores.
Até o momento não foram divulgadas prisões ou identificação pública dos participantes do grupo. A PF aguarda nova etapa da investigação para eventual ação penal.