Vereador da Câmara de Niterói é acusado de agressão a servidor público em plenário municipal

Na tarde desta segunda-feira (27/10), um incidente grave foi registrado no interior da Câmara de Niterói, em Niterói (RJ), envolvendo o vereador Eduardo Paiva (PL). Segundo o boletim de ocorrência, o parlamentar teria desferido um soco contra um funcionário da prefeitura, que prestava serviço no local, dando início a uma investigação conduzida pela 76ª DP (Niterói).

O caso

Testemunhas relatam que a confusão teve início quando o servidor impediu o vereador de entregar ofícios diretamente ao prefeito Rodrigo Neves (PDT), fato ocorrido cerca de um mês antes.
Na última segunda, o funcionário estava em uma sala de outro vereador quando foi chamado por Eduardo Paiva ao corredor. Lá, segundo o relato da polícia, o vereador desferiu o soco.
O servidor foi encaminhado para exame de corpo de delito e o caso segue em apuração.

Reações das instituições

A prefeitura de Niterói confirmou formalmente que o funcionário, identificado como Carlos Magno Oliveira de Faria, foi vítima de agressão conforme relatório da instituição, e comunicou que apura o incidente internamente.
A Mesa Diretora da Câmara de Niterói repudiou a conduta do vereador e informou que o episódio será encaminhado ao conselho de ética da Casa. Até o momento, Eduardo Paiva não se pronunciou publicamente.

Contexto e implicações

A ocorrência suscita reflexões sobre a postura ética de agentes públicos no ambiente institucional. O fato de a agressão, segundo a denúncia, ter ocorrido dentro das dependências da Câmara e diante de testemunhas amplia a gravidade institucional.
Há ainda repercussões práticas: a abertura de processo administrativo, eventuais sanções internas na Câmara e investigação penal pela polícia civil podem se combinar para definir consequências futuras, tanto para o vereador quanto para a imagem da Casa.

Próximos passos

A investigação da 76ª DP seguirá com a oitiva de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança. Paralelamente, a Câmara de Niterói deverá dar andamento ao processo no Conselho de Ética, o que pode levar a sanções que vão de advertência à suspensão do mandato, conforme estabelecido no regimento interno da Casa.
A defesa do vereador ainda deve se manifestar para que se possa avaliar a versão apresentada por cada parte envolvida.