Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que a ampliação da reciclagem de materiais no estado poderia gerar até 40 mil novos postos de trabalho e movimentar uma renda superior a R$ 11 bilhões. A pesquisa destaca o potencial da economia circular como vetor de desenvolvimento sustentável e inclusão social.
Atualmente, o Rio de Janeiro recicla apenas 0,49% de seus resíduos sólidos, um dos índices mais baixos do país. A Firjan propõe que, com investimentos em infraestrutura, capacitação e políticas públicas eficazes, o estado poderia triplicar esse índice, alcançando 1,5% de reaproveitamento. Esse avanço representaria um incremento significativo na geração de empregos e na produção de renda.
O estudo também sugere que a formalização de cooperativas de catadores e a implementação de tecnologias de triagem e processamento poderiam otimizar a cadeia produtiva da reciclagem, tornando-a mais eficiente e rentável. Além disso, a adoção de práticas sustentáveis contribuiria para a redução da poluição e o fortalecimento da economia verde no estado.
A Firjan enfatiza a importância de parcerias entre o setor público e privado para viabilizar os investimentos necessários e promover a conscientização ambiental entre a população. A implementação de políticas públicas que incentivem a reciclagem e a economia circular é vista como essencial para transformar o cenário atual e aproveitar o potencial econômico e social da reciclagem no Rio de Janeiro.