Itaperuna (RJ), 26 de junho de 2025 – A cidade de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi palco de um crime chocante que mobilizou as autoridades e comoveu a população. Um adolescente de 14 anos foi apreendido nesta quarta-feira (25) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusado de matar os próprios pais e o irmão de apenas três anos.
O crime teria ocorrido no último sábado, 21 de junho. Segundo a investigação, o adolescente se revoltou após os pais proibirem uma viagem para Mato Grosso do Sul, onde pretendia encontrar uma jovem de 15 anos com quem mantinha uma relação virtual há cerca de oito anos. De acordo com a polícia, o relacionamento começou por meio de jogos online.
Durante a madrugada, o jovem teria pegado a arma do pai, um vigilante, que estava escondida sob o colchão, e atirado contra os pais e o irmão enquanto dormiam. Em seguida, ele tentou ocultar os corpos jogando-os em uma cisterna localizada no quintal da casa. A perícia encontrou manchas de sangue e vestígios de queima no imóvel.
A investigação também revelou que, após o crime, o adolescente pesquisou na internet como sacar o FGTS de uma pessoa falecida. A polícia acredita que ele pretendia usar os cerca de R$ 33 mil disponíveis na conta do pai para financiar a viagem até o Mato Grosso do Sul.
A ausência da família foi percebida por vizinhos e familiares, e na terça-feira (24), a avó das vítimas procurou a delegacia para registrar o desaparecimento. Na manhã de quarta-feira, os agentes da 143ª DP (Itaperuna) foram até o local e encontraram os indícios do crime. Conduzido à delegacia, o adolescente confessou os assassinatos e declarou que matou o irmão mais novo para “poupá-lo do sofrimento de perder os pais”.
O delegado responsável pelo caso, Carlos Augusto Guimarães, afirmou que o menor responderá por atos infracionais análogos a triplo homicídio e ocultação de cadáver. A arma utilizada no crime foi apreendida e encaminhada para perícia.
A Polícia Civil também iniciou diligências em conjunto com autoridades do Mato Grosso do Sul para apurar se a adolescente com quem o jovem mantinha contato teve alguma participação ou influência na motivação do crime.
O caso segue sendo investigado e tem levantado discussões sobre saúde mental na adolescência, uso indevido de armas de fogo e os riscos das relações virtuais sem supervisão familiar.