Agentes federais cumprem mandados judiciais contra esquema milionário de lavagem de dinheiro na Zona Oeste carioca.
A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca durante a nona fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira. Conforme a corporação, a nova etapa mira imóveis ligados ao pastor Márcio Poncio e ao sobrinho do contraventor Adilsinho. Além disso, os policiais investigam a ocultação deliberada de patrimônio luxuoso em diversas regiões do Rio de Janeiro.
O Supremo Tribunal Federal autorizou as medidas cautelares contra os principais integrantes do grupo econômico. Dessa forma, as equipes federais recolheram computadores, telefones celulares e extratos contábeis em salas comerciais e mansões. Segundo os investigadores, o grupo utilizava vultosas quantias em dinheiro vivo e empresas no exterior para lavar capitais. Contudo, novas perícias financeiras revelarão os reais proprietários dessas pessoas jurídicas nos próximos dias.
Bastidores da Operação Unha e Carne
A Polícia Federal avançou nas apurações após analisar minuciosamente um smartphone confiscado em fase anterior. Por isso, os agentes mapearam uma rede estruturada de proteção patrimonial na capital fluminense:
- Frotas e mansões: Os agentes identificaram aeronaves executivas e carros importados registrados sob a titularidade de parentes e intermediários.
- Instituições religiosas: Além disso, os investigadores apuram a circulação de valores ilícitos por meio de igrejas e fundações na Barra da Tijuca.
- Políticos detidos: Em etapa anterior, a polícia prendeu o ex-deputado Rodrigo Bacellar, Marco Antônio Cabral e o próprio Adilsinho.
- Decisão de Brasília: O ministro do Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio cautelar de propriedades para garantir a recomposição de danos.
Desdobramentos judiciais e posicionamento da defesa
Atualmente, o pastor Márcio Poncio cumpre prisão domiciliar e enfrenta novas restrições impostas pelos magistrados. Enquanto isso, a Polícia Federal intensifica a análise sobre contas abertas em paraísos fiscais de baixa tributação. No entanto, os advogados constituídos pelos investigados ainda não emitiram notas públicas sobre as ordens judiciais de hoje. Portanto, a Folha Metropolitana Rio mantém o espaço aberto para as manifestações formais de todas as defesas.