A cotação do dólar hoje registrou queda de 1,07% nesta terça-feira (27), cotada a R$ 5,349 no encerramento das negociações. Esse movimento trouxe um alívio pontual ao mercado financeiro do Rio de Janeiro após a forte disparada eleitoral observada na véspera. Além disso, o cenário de retração cambial contrasta com o tombo acumulado no início da semana pelas bolsas de valores. Conforme analistas de mercado, a divisa norte-americana acumula baixa de 2,55% ao longo do ano de 2026.
No entanto, as incertezas fiscais federais continuam gerando apreensão entre investidores e governantes fluminenses. A oscilação afeta diretamente a arrecadação de royalties do petróleo em municípios produtores como Niterói e Maricá. Segundo distribuidoras de alimentos, a mudança cambial também repercute no preço de itens básicos em supermercados da capital e da Baixada Fluminense.
Como a variação do dólar hoje afeta os indicadores econômicos
- Cotação da moeda: O dólar comercial recuou 1,07% e fechou a R$ 5,349, após atingir a mínima diária de R$ 5,316.
- Desempenho da bolsa: O índice Ibovespa recuou 0,51% e encerrou a sessão aos 175.710 pontos, mantendo o patamar mais baixo desde agosto.
- Barril de petróleo: A cotação internacional do barril tipo Brent caiu 1,20%, cotada a US$ 109,41 no fechamento exterior.
- Ações da Petrobras: Os papéis da estatal fluminense perderam 2,0% de valor, pressionando as projeções de receitas públicas locais.
Posicionamento oficial e reflexos na Região Metropolitana
Diante da oscilação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu que a equipe econômica persegue com rigor o centro da meta fiscal. Além disso, o ministro declarou abertura para dialogar sobre o orçamento com parlamentares da bancada do Rio no Congresso Nacional.
Em contrapartida, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou prontidão para intervir no mercado caso surjam distorções de liquidez. Por outro lado, centros de distribuição logística em Duque de Caxias recalculam os custos operacionais de fretes rodoviários. Portanto, os gestores públicos do Palácio Guanabara monitoram os reflexos das cotações sobre a receita do Tesouro Estadual.