Flávio Bolsonaro descumpre prazo do STF e não entrega passaporte à Polícia Federal

O senador Flávio Bolsonaro durante sessão no Congresso Nacional antes do prazo para a entrega do passaporte de Flávio Bolsonaro.

Decisão de Alexandre de Moraes previa retenção imediata em inquérito sobre lavagem de dinheiro; corporação monitora fronteiras.

O senador fluminense perdeu o prazo limite fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega do passaporte de Flávio Bolsonaro na manhã desta terça-feira. Além disso, a ordem judicial expedida pelo ministro Alexandre de Moraes determinava que o parlamentar apresentasse todos os seus documentos de viagem em até vinte e quatro horas. Conforme certidão de notificação, o período legal para o cumprimento voluntário encerrou-se pontualmente às onze horas.

Segundo fontes da Polícia Federal, os investigadores preparam um relatório técnico para comunicar o descumprimento formal ao gabinete do magistrado em Brasília. No entanto, as forças de segurança checam a localização do congressista em território nacional após rumores de viagem ao exterior. Por isso, agentes de fronteira na Região Sul e adidos policiais na Argentina permanecem em alerta máximo de monitoramento.

Entenda a ordem judicial e a entrega do passaporte de Flávio Bolsonaro

A determinação cautelar expedida pela Suprema Corte reúne elementos centrais na apuração financeira:

  • Prazo esgotado: O limite improrrogável de 24 horas terminou às 11h desta terça-feira sem a entrega formal dos passaportes;
  • Alerta nas fronteiras: A Polícia Federal consultou autoridades da Argentina para checar relatos sobre um suposto voo não autorizado;
  • Inquérito financeiro: A medida judicial integra uma apuração sigilosa no STF que investiga crimes de lavagem de capitais;
  • Impacto no Rio de Janeiro: O parlamentar representa o eleitorado fluminense no Senado e mantém forte base política na Baixada Fluminense e na capital.

Próximos passos judiciais e manifestação da defesa

Portanto, o ministro Alexandre de Moraes deve decidir nas próximas horas se adota novas medidas restritivas contra o congressista. Enquanto os autos aguardam novo despacho na Corte, lideranças partidárias no Rio de Janeiro e em Niterói acompanham o caso com cautela.

Dessa forma, interlocutores da bancada afirmam que o parlamentar continua em solo brasileiro e que apresentará justificativas legais. O espaço segue plenamente aberto para que os advogados constituídos manifestem a posição oficial da defesa técnica perante o Supremo Tribunal Federal.