Balanço oficial aponta 35 mil votos computados após as 17h

Eleitor depositando voto em urna eletrônica durante o período de votação após as 17h no segundo turno

Número equivale a menos de um por cento da diferença de 4,4 milhões de votos que garantiu a reeleição de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Um levantamento técnico realizado nos arquivos de log da Justiça Eleitoral identificou 35.521 votos registrados na votação após as 17h deste domingo (25). A extensão ocorreu por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) após pedidos das duas chapas presidenciais. No entanto, o volume total de sufrágios tardios representa uma fração mínima diante da vantagem final de Luiz Inácio Lula da Silva. O petista superou o senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, por uma distância de 4.430.191 votos válidos.

O balanço repercute intensamente nos bastidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e entre prefeitos da Baixada Fluminense. Além disso, diretórios partidários em Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias acompanham a discussão sobre a validade do procedimento. Segundo os dados de totalização, o candidato derrotado do Partido Liberal (PL) contestou a medida judicial. Por conseguinte, ele anunciou que ingressará com representações formais para questionar a apuração perante a Corte Eleitoral.

Entenda o caso e os números da votação após as 17h

  • Total de sufrágios extras: Os registros técnicos computaram exatamente 35.521 confirmações nas urnas após o horário padrão de Brasília.
  • Margem nacional consolidada: Lula obteve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, consolidando uma frente superior a 4,4 milhões de votos.
  • Justificativas apresentadas: A campanha petista apontou retenção de frotas de ônibus, enquanto a chapa liberal relatou chuvas severas em cinco estados.
  • Auditoria de sistemas: Das seções abertas até mais tarde, 30.866 votos já tiveram validação completa no sistema oficial de totalização do TSE.

Desdobramentos institucionais e posição do Tribunal

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmou o resultado do pleito e destacou a segurança do processo de contagem. O magistrado explicou que as urnas já encerradas no horário regulamentar não foram reabertas. Além disso, o tribunal bloqueou a recepção dos boletins durante o intervalo para preservar a integridade das informações.

Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro classificou a medida como irregular e afirmou que acionará o departamento jurídico da campanha. Em contrapartida, o Ministério Público Federal (MPF) e observadores internacionais reforçaram a legalidade da proclamação dos resultados. No Estado do Rio de Janeiro, parlamentares fluminenses destacam que as contestações judiciais não possuem peso numérico para alterar a correlação de forças estabelecida pelas urnas.