Levantamentos da véspera apontavam dianteira numérica de Flávio Bolsonaro, mas urnas confirmaram novo mandato do petista.
Os principais institutos de pesquisas eleitorais não conseguiram antecipar com clareza o movimento de virada que garantiu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme os dados consolidados no fechamento do segundo turno, os estudos divulgados na véspera do pleito ainda indicavam uma dianteira de aproximadamente dois pontos percentuais para o senador Flávio Bolsonaro. No entanto, a dinâmica dos colégios eleitorais e a mobilização direta desarticularam as projeções estatísticas finais.
Segundo analistas políticos, a virada ocorreu em razão do aumento do comparecimento em regiões tradicionalmente favoráveis ao presidente, somado ao avanço em grandes centros urbanos. Além disso, a queda acentuada nos índices de abstenção em colégios metropolitanos estratégicos desequilibrou as estimativas prévias. Diante desse quadro, os relatórios técnicos dos institutos registraram uma discrepância sensível entre as intenções estimadas e os votos válidos totalizados. Além disso, a queda acentuada nos índices de abstenção em colégios metropolitanos estratégicos desequilibrou as estimativas prévias. Diante desse quadro, os relatórios técnicos dos institutos registraram uma discrepância sensível entre as intenções estimadas e os votos válidos totalizados.
Entenda os fatores que alteraram as pesquisas eleitorais
- Vantagem prévia na véspera: Levantamentos finais apresentavam Flávio Bolsonaro numericamente à frente com cerca de dois pontos percentuais de diferença em votos válidos.
- Impacto da abstenção: A presença maior de eleitores nas seções de redutos estratégicos e a diminuição da abstenção impulsionaram a recuperação de votos de Lula.
- Grandes colégios eleitorais: O crescimento do petista nos maiores centros urbanos foi determinante para consolidar a vitória e inverter a tendência indicada nas sondagens.
Reações do cenário político e fiscalização do pleito
Conforme os desdobramentos imediatos da apuração, representantes da oposição manifestaram questionamentos sobre a contagem. Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral informou que fiscais do Partido Liberal acompanharam presencialmente os trabalhos de totalização dos votos. Por sua vez, a Ordem dos Advogados do Brasil divulgou nota institucional em que defende o respeito irrestrito ao veredito das urnas e à estabilidade democrática.