Eduardo Bolsonaro cobra anulação da eleição presidencial após vitória de Lula

Eduardo Bolsonaro discursando em estúdio com microfone durante debate sobre anulação da eleição presidencial

Ex-parlamentar pede pressão internacional em vídeo, enquanto a Justiça Eleitoral assegura a total lisura da apuração.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro convocou apoiadores estrangeiros nesta segunda-feira (26). Em síntese, ele defendeu a anulação da eleição presidencial brasileira. A manifestação ocorreu logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno nacional. O petista superou o senador fluminense Flávio Bolsonaro na votação de domingo (25). No entanto, o ex-parlamentar não apresentou documentos ou provas técnicas que comprovem fraudes nas urnas eletrônicas.

A declaração gerou forte repercussão em municípios como Niterói, Duque de Caxias e São Gonçalo. Além disso, o posicionamento tensionou os bastidores na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo os dados oficiais apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos. Por outro lado, Flávio Bolsonaro obteve 48,21% da preferência do eleitorado, registrando uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.

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Números e fatos centrais da anulação da eleição presidencial

  • Margem apurada pelo TSE: Lula somou 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 48,21% dos sufrágios no país.
  • Vantagem em votos: A diferença oficial entre os dois concorrentes alcançou a marca exata de 4.430.191 votos populares.
  • Prorrogação de votação: O STF autorizou a extensão de duas horas nas seções com filas geradas por chuvas e problemas de transporte.
  • Fiscalização dos partidos: Representantes do Partido Liberal (PL) acompanharam todo o processamento de dados na Sala de Totalização em Brasília.

Reação do tribunal e situação legal do ex-deputado

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou a total segurança do sistema eletrônico. Portanto, a Justiça Eleitoral afastou qualquer hipótese de irregularidade no pleito. Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu o respeito ao resultado soberano das urnas. Em contrapartida, lideranças partidárias no Grande Rio já articulam discursos sobre a estabilidade institucional do estado.

Atualmente, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos após perder o mandato na Câmara Federal em 2025 por faltas deliberativas. Posteriormente, a Primeira Turma do STF condenou o político a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Por fim, as assessorias jurídicas dos envolvidos afirmam que pretendem ingressar com novos pedidos de auditoria complementar.