Após reeleição de Lula, fundo de ações brasileiras despenca 19% nos EUA

Negociações no exterior antecipam a resposta dos investidores à vitória de Lula contra Flávio Bolsonaro nas urnas.

O principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras no exterior, o EWZ, registrou uma queda de 19% na noite deste domingo (25). A forte retração ocorreu no mercado de negociações estendidas de Nova York, logo após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista superou o senador fluminense Flávio Bolsonaro no segundo turno da corrida presidencial. Portanto, os investidores internacionais reagiram de forma imediata à continuidade das diretrizes econômicas federais.

Entenda o caso e os números das ações brasileiras no exterior

  • Tombo no mercado externo: O fundo EWZ recuou 19% durante as negociações do after-hours em Wall Street, após subir 1,77% na sexta-feira anterior.
  • Cotação e referências: O Ibovespa havia acumulado alta mensal de 10,06% em outubro, contudo o cenário internacional agora projeta pressões de curto prazo.
  • Tensões globais de energia: O barril de petróleo Brent avançou para US$ 117,08, influenciando diretamente a arrecadação de royalties em municípios como Macaé, Campos e Maricá.
  • Índices de preços: A prévia da inflação oficial nacional (IPCA-15) desacelerou para 0,32% em outubro, fornecendo parâmetros técnicos para a política monetária.

Desdobramentos no setor produtivo e posições dos analistas

Conforme analistas de investimentos consultados, a disparada do dólar em operações preliminares deve impactar os custos de importação para a indústria química e naval fluminense. No entanto, lideranças ligadas à Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltam a capacidade de adaptação das empresas regionais. Desse modo, o setor produtivo exige estabilidade fiscal e reformas estruturantes para garantir a sustentabilidade das contas públicas.

Por outro lado, integrantes da equipe econômica do governo federal declararam que a oscilação pontual decorre de especulações do mercado financeiro e que os fundamentos macroeconômicos continuam sólidos. Além disso, a bancada parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já debate os possíveis efeitos na arrecadação do ICMS e nas finanças municipais de Duque de Caxias e São Gonçalo. Por fim, o mercado financeiro aguarda o início dos pregões regulares para medir a intensidade definitiva do ajuste cambial.