TSE admite ajuste de regras eleitorais na reta final da disputa

Ministro Kassio Nunes Marques em pronunciamento sobre regras eleitorais no plenário.

Presidente da Corte destaca impacto da tecnologia no pleito e rebate acusações sobre o Banco Master.

O Tribunal Superior Eleitoral avalia que ajustes nas regras eleitorais podem ocorrer até mesmo nas vésperas da votação. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, fez a declaração nesta sexta-feira a dois dias do segundo turno. Consequentemente, a fala repercute com força entre diretórios partidários na capital fluminense e em municípios vizinhos como Niterói e São Gonçalo. O magistrado defende respostas rápidas diante de ferramentas digitais inéditas.

Nesse sentido, a manifestação surgiu após debates sobre o uso de canais coletivos em redes sociais. O tribunal analisou uma proposta interna para restringir envios no WhatsApp durante o fim de semana decisivo. Contudo, Nunes Marques decidiu barrar a medida de urgência. De acordo com o ministro, a Justiça Eleitoral precisa agir sempre que uma tecnologia nova ameaçar a igualdade da disputa política.

Entenda o impacto da revisão das regras eleitorais

  • Controle de aplicativos: A minuta barrada pretendia suspender canais de mensagens coletivas quarenta e oito horas antes do pleito.
  • Volume de usuários: A eventual proibição afetaria diretamente grupos políticos com mais de oito milhões de inscritos.
  • Critério de urgência: O tribunal revisará normas apenas se novas ferramentas digitais desequilibrarem a corrida pelo voto popular.
  • Reflexo regional: O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro mantém a fiscalização padrão da Baixada Fluminense à capital.

Magistrado rebate acusações sobre apuração financeira

Além disso, o ministro aproveitou para rebater menções ao seu nome em investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master. Nunes Marques afirmou que diálogos obtidos em celulares apreendidos são recortes de terceiros. Da mesma forma, o magistrado declarou que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. Portanto, ele avalia que há uma tentativa deliberada de afastá-lo do julgamento do caso.

Por fim, o presidente do TSE esclareceu os pagamentos feitos ao escritório de seu filho. O jovem advogado recebeu duzentos e oitenta e um mil reais de uma empresa de consultoria por serviços jurídicos regulares. Em conclusão, Nunes Marques destacou que jamais julgou recursos a favor da instituição financeira e sustentou a legalidade dos serviços prestados.