O avanço da hiperconexão entre os jovens recolocou o debate sobre o uso de celular nas escolas no centro das discussões das secretarias de educação no Estado do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (22). Diante de pesquisas que revelam jovens conectados até sete horas por dia, pedagogos e gestores públicos da capital, de Niterói e de Duque de Caxias cobram diretrizes para mitigar o distanciamento afetivo. Além disso, a busca incessante por aprovação digital acende alertas em conselhos tutelares e comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A dependência tecnológica cresceu intensamente no período pós-pandemia. Conforme mostram relatos pedagógicos, a troca do convívio real pelas redes sociais ampliou quadros de ansiedade e distorção de imagem corporal. Em escolas da rede estadual, estudantes inclusive produziram projetos audiovisuais retratando os abismos de comunicação entre pais e filhos. Segundo especialistas em saúde pública, o ambiente escolar precisa atuar como um espaço de desconexão preventiva.
Entenda o caso: celular nas escolas e impactos na juventude
- Tempo de exposição: Adolescentes passam entre seis e sete horas diárias diante de telas de smartphones.
- Saúde psicológica: Médicos associam o uso contínuo de filtros virtuais ao aumento de depressão e transtornos de autoimagem.
- Projetos de restrição: Câmaras Municipais da Baixada Fluminense analisam regras para guardar aparelhos durante as aulas presenciais.
- Resgate do diálogo: Educadores defendem atividades esportivas e culturais para restabelecer os laços sociais fora da internet.
Mobilização no parlamento fluminense e próximos passos
Representantes das pastas de Educação e Saúde buscam formatar protocolos unificados para orientar a comunidade escolar. No entanto, lideranças pedagógicas afirmam que a proibição isolada não soluciona as lacunas de convivência familiar. Portanto, municípios da Região Metropolitana pretendem realizar audiências públicas com pais e professores nas próximas semanas. Conforme apontam os especialistas, o fortalecimento de canais de diálogo presencial representa a principal ferramenta contra a alienação virtual.