Preço do diesel sobe em outubro e alerta frotas do Rio

Índice aponta avanço de 6,67% no combustível comum, acendendo alerta para tarifas de ônibus e fretes na Baixada Fluminense e na capital.

O preço do diesel comum subiu 6,67% na primeira quinzena de outubro e atingiu a média nacional de R$ 7,20 por litro. O levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) confirma nova pressão sobre o transporte rodoviário. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, esse aumento atinge diretamente as frotas de cidades como Duque de Caxias, Niterói, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Além disso, o tipo S-10 avançou 5,07%, alcançando a marca média de R$ 7,46 por litro no mesmo período.

Conforme analistas do setor logístico, a dependência brasileira de importações para fechar o consumo interno impulsionou o encarecimento das bombas. O movimento altista ocorre mesmo após o Ministério da Fazenda elevar o subsídio federal a importadores rodoviários para R$ 3,52 por litro. Portanto, empresários fluminenses de transporte urbano e de cargas alertam para impactos imediatos nas planilhas de custos operacionais.

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Entenda o impacto do preço do diesel na economia

Para demonstrar os reflexos da oscilação dos combustíveis, a pesquisa oficial destacou os seguintes indicadores:

  • Diesel Comum: Alta de 6,67% no país, fixando o valor médio em R$ 7,20 por litro nos postos.
  • Diesel S-10: Reajuste quinzenal de 5,07%, com patamar médio estabelecido em R$ 7,46 por litro.
  • Gasolina e Etanol: Comportamento mais moderado na quinzena, com a gasolina oscilando 0,15% e marcando média de R$ 6,73.
  • Subsídio Federal: Repasse governamental a importadores ampliado em R$ 1,40, atingindo R$ 3,52 por litro para tentar conter novos repasses.

Desdobramentos na Alerj e posicionamento dos setores

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o parque nacional de refino não supre a total demanda doméstica por derivados de petróleo. Em virtude dessa defasagem estrutural, deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já debatem projetos de auxílio para aliviar a cadeia logística. Por sua vez, a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) monitora o impacto nos contratos municipais de concessão.

Entretanto, as entidades de defesa do consumidor do Rio de Janeiro alertam para o efeito cascata do frete nos supermercados e feiras livres. Desse modo, a distribuição de alimentos na Ceasa de Irajá e nos polos atacadistas da Baixada Fluminense pode registrar altas pontuais nas próximas semanas. Consequentemente, órgãos de fiscalização fiscal acompanharão as margens de lucro praticadas pelos revendedores fluminenses de combustíveis.