Moradores da cidade da Região Metropolitana escolhem o chefe do Executivo municipal e o presidente da República neste domingo.
Neste domingo, a eleição suplementar em Itaguaí mobiliza 100.477 eleitores aptos a votar em toda a cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Além disso, os munícipes definem o novo chefe do Poder Executivo local simultaneamente à votação do segundo turno presidencial.
Conforme estabeleceu o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), a cabine receberá primeiro o voto para presidente e, em seguida, para prefeito. Portanto, o candidato vitorioso assumirá a administração municipal até dezembro de 2028, finalizando um período de constantes trocas no comando do município fluminense.
Entenda o cenário da eleição suplementar em Itaguaí
- Colégio eleitoral: O TRE-RJ contabiliza 100.477 votantes aptos a participar do pleito extraordinário.
- Quatro chapas na disputa: Concorrem Haroldinho (PDT), Luciano Mota (PT), Marcelo Cunha (Democrata) e Kelaine Goulart (Novo, cuja chapa concorre com registro sub judice).
- Origem da vacância: A Justiça Eleitoral barrou a posse de Dr. Rubão após entender que sua vitória em 2024 configuraria um terceiro mandato consecutivo, prática proibida pela Constituição Federal.
- Tempo de gestão: O futuro prefeito governará o município da Baixada e Costa Verde fluminense até 31 de dezembro de 2028.
Impasse no Judiciário e histórico da troca de comando
Segundo os autos do processo eleitoral, a crise começou porque Dr. Rubão exerceu mandato-tampão em julho de 2020 e venceu a disputa ordinária no fim daquele mesmo ano. No entanto, sua nova vitória em 2024 sofreu contestações judiciais com base na regra constitucional da reeleição única.
Em razão disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou o último recurso da defesa em fevereiro de 2026. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a impugnação de forma unânime em junho, determinando a nova convocação das urnas.
Enquanto a Justiça analisava o caso, Haroldo Jesus Neto, o Haroldinho, presidia a Câmara Municipal e assumiu a chefia do Executivo como prefeito interino. Dessa forma, a votação deste domingo encerra a indefinição jurídica e estabelece a estabilidade política que a população metropolitana aguarda.