Brasil abre 165,8 mil vagas de trabalho formal em agosto, aponta Caged

O mercado formal de trabalho no Brasil registrou a abertura líquida de 165.827 vagas com carteira assinada em agosto. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), resultam do balanço entre 2.294.563 contratações e 2.128.736 demissões no período.

O desempenho superou com folga a mediana das projeções do mercado financeiro que apontava para a criação de cerca de 95,7 mil postos e representou uma alta de 7,2% em relação a agosto do ano anterior, quando haviam sido criadas 154.683 vagas.

Desempenho por setor econômico

O saldo positivo de agosto foi disseminado entre os cinco grandes setores da atividade econômica nacional, com destaque absoluto para o setor terciário:

  • Serviços:consolidou-se como o principal motor do emprego formal no mês, respondendo por +110.346 postos, impulsionado por atividades de informação, comunicação, saúde, educação e serviços administrativos.
  • Construção Civil:registrou o segundo maior saldo, com +20.848 vagas, refletindo obras de infraestrutura e empreendimentos imobiliários.
  • Indústria Geral:somou +16.613 novos postos, com saldo positivo puxado principalmente pelo setor de transformação.
  • Comércio:anotou +16.565 contratações líquidas, demonstrando resiliência do varejo e atacado.
  • Agropecuária:teve um acréscimo de +1.452 vínculos formais, ritmo naturalmente moderado pela entressafra de diversas culturas.

Panorama anual e conjuntura econômica

Com o resultado de agosto, o Brasil acumula aproximadamente 1,13 milhão de novos postos formais gerados no ano. A aceleração em relação ao mês anterior (julho) confirma o dinamismo da atividade produtiva nacional, sobretudo no consumo das famílias e na demanda por serviços.

A manutenção do mercado de trabalho aquecido traz impactos diretos para o cenário macroeconômico: ao mesmo tempo em que eleva a massa de rendimento real e impulsiona a atividade econômica, mantém o Banco Central atento aos efeitos da pressão sobre salários e sobre a inflação de serviços, fatores centrais para a condução da política de taxas de juros no país.