SUS incorpora 3 novos medicamentos contra o câncer de pulmão no Brasil

O Ministério da Saúde oficializou a inclusão de três novos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) voltados ao tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células, o tipo mais frequente e letal da doença. A incorporação, aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), prevê atendimento a cerca de 1,9 mil pacientes por ano na rede pública.

A atualização da linha de cuidado foca na medicina de precisão, oferecendo alternativas terapêuticas personalizadas de acordo com o perfil genético do tumor e o estágio da enfermidade.

Avanço terapêutico na rede pública

  • Gefitinibe (oral): Terapia-alvo para tumores que apresentam mutação no gene EGFR. O formato em comprimidos permite o tratamento domiciliar, bloqueando a proliferação celular.
  • Brigatinibe (oral): Indicado para casos avançados com alteração no gene ALK, também administrado por via oral para maior comodidade do paciente.
  • Durvalumabe (injetável): Imunoterapia indicada para o estágio III (localmente avançado e inoperável) após quimioterapia e radioterapia. O fármaco atua estimulando o sistema imune a reconhecer e combater as células tumorais residuais.

Impacto econômico e sobrevida

No setor privado, o custo anual dessas tecnologias pode ultrapassar centenas de milhares de reais por paciente, tornando o acesso proibitivo fora da cobertura suplementar. A oferta gratuita e padronizada pelo SUS democratiza o acesso a tratamentos modernos com menor toxicidade que a quimioterapia convencional, além de promover ganhos expressivos na taxa de sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes oncológicos no Brasil.