Arrecadação federal tem alta de 8,97% e soma R$ 289,3 bilhões em julho

A arrecadação de tributos federais alcançou R$ 289,3 bilhões em julho, marcando uma alta real de 8,97% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado, já corrigido pela inflação medida pelo IPCA, é o maior já registrado para o período na série histórica iniciada em 1995.

Fatores de impulsão

O crescimento das receitas decorre principalmente do comportamento positivo do mercado de trabalho formal, que elevou a arrecadação previdenciária e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos do trabalho. Paralelamente, o ritmo de atividade nos setores de comércio e serviços sustentou o avanço na arrecadação de tributos sobre o consumo, com destaque para a cobrança de PIS e Cofins.

Tributação sobre lucros e fiscalização

A receita gerada pelo Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também manteve trajetória positiva. Esse desempenho reflete tanto a recomposição da lucratividade corporativa em setores-chave quanto o fortalecimento das ferramentas de cruzamento de dados e combate à sonegação pela administração tributária.

Balanço do ano e cenário fiscal

No acumulado de janeiro a julho, o volume total de recursos que ingressaram nos cofres da União superou a faixa de R$ 1,79 trilhão, consolidando uma expansão superior a 5% no comparativo anual. O desempenho positivo confere fôlego ao governo para a gestão do orçamento e o cumprimento das metas do arcabouço fiscal, embora a sustentabilidade das contas públicas continue atrelada ao desafio de conter o ritmo de expansão das despesas obrigatórias.