Durigan defende avançar no comércio exterior para acelerar crescimento

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, tem defendido a ampliação da inserção do Brasil no comércio exterior como uma das prioridades estruturais para acelerar o crescimento econômico e elevar a produtividade nacional. Segundo a equipe econômica, o país precisa superar o patamar histórico de participação no comércio global que oscila em torno de 1% a 1,2% do fluxo mundial para consolidar sua posição entre as principais economias do planeta.

A estratégia defendida pela Fazenda apoia-se em quatro frentes principais:

  • Competitividade e Reforma Tributária: A eliminação da cumulatividade de tributos sobre a cadeia de produção e a desoneração completa das exportações pelo novo modelo de IVA (CBS e IBS) são vistas como o principal choque de competitividade para manufaturados e bens de alto valor agregado.
  • Transição Ecológica: O Plano de Transformação Ecológica é apontado como a principal vitrine internacional do Brasil. O objetivo é atrair capital estrangeiro e exportar produtos industriais com baixa pegada de carbono, como aço verde, biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão.
  • Integração em Cadeias Globais: Superar o modelo focado majoritariamente na exportação de commodities brutas, incentivando a participação de empresas brasileiras em etapas intermediárias e avançadas de cadeias industriais regionais e globais.
  • Abertura e Acordos Bilaterais: Apoio à conclusão de tratados estratégicos (como o acordo Mercosul–União Europeia) e fortalecimento de parcerias com o Sul Global e parceiros da Ásia, mitigando barreiras tarifárias e não tarifárias.

A leitura do Ministério da Fazenda é de que o mercado doméstico, embora expressivo, não é suficiente por si só para sustentar taxas elevadas de investimento sem gerar pressões inflacionárias ou gargalos de oferta. O fortalecimento do comércio internacional, portanto, funciona tanto como gerador de divisas quanto como indutor de modernização tecnológica para as empresas brasileiras.