O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passará de 30% para 32%. A medida terá validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada por igual período.
Segundo o governo federal, a mudança busca reduzir a dependência da gasolina importada, ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética e diminuir os impactos da volatilidade do mercado internacional de petróleo sobre o preço dos combustíveis.
Medida passa a valer por seis meses
A nova composição, chamada de E32, foi aprovada durante reunião do CNPE, presidida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A resolução tem caráter temporário e poderá ser renovada uma vez, conforme avaliação do governo.
A proposta já havia sido anunciada pelo governo federal e aguardava apenas a aprovação formal do conselho. O percentual continua abaixo do limite máximo de 35% previsto na Lei do Combustível do Futuro.
Objetivo é reduzir impactos da alta do petróleo
De acordo com o governo, o aumento da participação do etanol pode contribuir para reduzir o consumo de gasolina de origem fóssil e minimizar o repasse da alta do petróleo aos consumidores, em um cenário de instabilidade no mercado internacional de energia.
Além da resolução sobre o etanol, o CNPE também aprovou medidas voltadas ao combate a fraudes e adulterações de combustíveis, reforçando a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte: g1.