O Brasil passa a contar com uma data oficial dedicada a um problema silencioso, mas que impacta severamente a vida de milhões de pessoas. O dia 5 de julho foi instituído como o Dia Nacional de Conscientização da Dor Crônica. A medida visa dar visibilidade a essa questão de saúde pública, promovendo o debate sobre diagnósticos mais ágeis, acesso ampliado a tratamentos e a redução do estigma enfrentado pelos pacientes.
Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a dor que persiste ou recorre por mais de três meses, a dor crônica deixou de ser considerada apenas um sintoma para ser tratada como uma doença em si. De acordo com levantamentos da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a condição afeta aproximadamente 37% da população brasileira, comprometendo a qualidade de vida, a saúde mental e a capacidade produtiva dos indivíduos.
A criação do Dia Nacional busca mobilizar gestores públicos, profissionais da saúde e a sociedade civil para a urgência de políticas públicas mais eficientes. O objetivo é assegurar que o atendimento, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada, seja feito de maneira multidisciplinar e humanizada, envolvendo médicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Além de incentivar a difusão de informações científicas e novas abordagens terapêuticas, a oficialização do 5 de julho serve como um marco de empatia. A campanha pretende reforçar a mensagem de que a dor, mesmo quando invisível aos olhos, é real, limitante e exige cuidado adequado.