Diagnóstico ainda é desafio global no combate à hemofilia, apontam dados recentes

Nesta sexta-feira (17), quando se celebra o Dia Mundial da Hemofilia, especialistas e entidades de saúde reforçaram um alerta preocupante: milhões de pessoas ainda convivem com a doença sem sequer saber que são portadoras.

De acordo com a Federação Mundial da Hemofilia, mais de 75% dos casos no mundo permanecem sem diagnóstico, o que dificulta o acesso ao tratamento adequado e aumenta o risco de complicações graves, como hemorragias internas e danos permanentes nas articulações.

No Brasil, o cenário é mais estruturado, mas ainda exige atenção. Dados recentes indicam que o país possui mais de 14 mil pessoas diagnosticadas com hemofilia, sendo a maioria com o tipo A. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a reposição dos fatores de coagulação, considerada essencial para o controle da doença.

A campanha global deste ano tem como tema “Diagnóstico: o primeiro passo para o cuidado” e busca ampliar o acesso a exames e à informação. Segundo especialistas, identificar a doença precocemente permite iniciar o tratamento antes do surgimento de sequelas, garantindo melhor qualidade de vida aos pacientes.

Apesar dos avanços terapêuticos, que incluem medicamentos mais eficazes e estratégias preventivas, o subdiagnóstico ainda é um dos principais entraves no combate à hemofilia. Sintomas como sangramentos frequentes, hematomas sem causa aparente e dificuldade de estancar sangramentos continuam sendo ignorados em muitos casos, retardando a busca por atendimento médico.

Diante desse cenário, autoridades de saúde destacam a importância da conscientização e da capacitação de profissionais para reconhecer os sinais da doença. A expectativa é que campanhas educativas e políticas públicas ampliem o diagnóstico precoce e reduzam as desigualdades no acesso ao tratamento em todo o mundo.