O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá como será escolhida a próxima pessoa a ocupar o governo do Rio de Janeiro foi adiado nesta semana após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A solicitação suspende temporariamente a análise do caso e dá ao magistrado mais tempo para estudar o processo.
A ação discute qual modelo deve ser adotado para a escolha do governador que assumirá o mandato-tampão no estado: se por eleição direta, com voto da população, ou por eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Antes da interrupção do julgamento, o ministro André Mendonça antecipou seu voto e se posicionou a favor da eleição indireta, defendendo que a escolha seja feita pelos deputados estaduais. O entendimento acompanha o voto já apresentado pelo ministro Luiz Fux.
Até o momento, o placar parcial indica dois votos favoráveis à eleição indireta e um à eleição direta. O ministro Cristiano Zanin divergiu e votou para que a população escolha o novo governador por meio de voto direto.
A decisão final do STF terá impacto direto sobre o processo sucessório no estado e determinará se os eleitores fluminenses participarão ou não da escolha do próximo chefe do Executivo estadual.
Ainda não há data definida para a retomada do julgamento.