O avanço dos jogos online e das plataformas digitais tem levantado um alerta entre especialistas em saúde mental no Brasil. Diante do aumento de casos de dependência em jogos eletrônicos, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ampliar iniciativas de apoio psicológico, incluindo atendimentos online voltados para pessoas que enfrentam dificuldades em controlar o tempo e o comportamento ligados aos jogos na internet.
A proposta, coordenada com apoio do Ministério da Saúde, busca oferecer orientação psicológica remota para jovens e adultos que relatam sintomas como ansiedade, isolamento social, irritabilidade e prejuízos na rotina escolar ou profissional devido ao uso excessivo de jogos digitais. O atendimento ocorre por meio de plataformas digitais e teleconsultas, permitindo que pacientes recebam acompanhamento sem precisar sair de casa.
Profissionais da rede pública afirmam que o crescimento dos jogos competitivos e das comunidades virtuais intensificou a procura por ajuda. Em muitos casos, os jogadores passam várias horas conectados diariamente, o que pode gerar impactos no sono, nas relações familiares e na saúde emocional. A assistência online foi pensada justamente para facilitar o acesso ao cuidado psicológico, principalmente para pessoas que têm dificuldade de buscar atendimento presencial.
O suporte oferecido pelo SUS inclui escuta especializada, orientação sobre uso saudável da tecnologia e, quando necessário, encaminhamento para acompanhamento psicológico contínuo em unidades de saúde. A iniciativa também reforça a importância de reconhecer o vício em jogos como um problema de saúde que precisa de atenção e tratamento adequado.
Especialistas destacam que o objetivo não é demonizar os jogos eletrônicos, mas incentivar o equilíbrio. Quando usados com moderação, eles podem ser forma de entretenimento e socialização. No entanto, quando começam a interferir na vida pessoal, nos estudos ou no trabalho, buscar apoio profissional pode ser o primeiro passo para recuperar o controle e melhorar a qualidade de vida.