O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília durante a madrugada entre os dias 5 e 6 de janeiro.
Diagnosticado com traumatismo cranioencefálico leve, o incidente gerou imediato conflito institucional quando a defesa solicitou sua transferência para o Hospital DF Star.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou a transferência com base no parecer médico da PF que classificou os ferimentos como leves e recomendou apenas observação contínua.
A decisão provocou reação contundente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que denunciou que seu marido permaneceu desacordado por período indeterminado e que exames neurológicos seriam essenciais para descartar lesões internas. Moraes determinou que a defesa detalhasse quais exames julga necessários e que fossem juntados laudos médicos completos para avaliação sobre a possibilidade de realização de testes dentro do sistema penitenciário.
A controvérsia toca questões sensíveis sobre direitos humanitários de presos e responsabilidades do Estado, especialmente considerando que Bolsonaro havia retornado à prisão apenas uma semana antes, após hospitalizações que o libertaram temporariamente para cirurgia de hérnia (24-31 de dezembro).