A Polícia Federal deflagrou uma operação no Rio de Janeiro para apurar um esquema de fraudes que teria desviado cerca de 7 milhões de reais do FGTS de jogadores, ex-atletas e treinadores. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três endereços ligados a funcionários da Caixa Econômica Federal e em uma agência no Centro da cidade.
Segundo as investigações, o grupo seria liderado pela advogada Joana Costa Prado Oliveira, que teria contado com a participação de servidores da Caixa para acessar dados sigilosos e realizar saques indevidos em nome das vítimas. Entre os prejudicados estão atletas como Titi, Raniel, Ramires, Cueva e João Rojas.
A ação integra a terceira fase da Operação Fake Agents, iniciada após a descoberta do desvio de 2,2 milhões de reais do FGTS do atacante peruano Paolo Guerrero por meio de documentos falsificados. A advogada apontada como líder do esquema já havia sido proibida de exercer a profissão pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do Rio.
Os investigados podem responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa. A operação conta com o apoio da área de inteligência e segurança da Caixa.