Chefes do tráfico do RJ são transferidos após megaoperação policial

Sete líderes da facção Comando Vermelho foram nesta quarta-feira para presídios federais de segurança máxima, após a megaoperação realizada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ), com apoio da Polícia Militar e da Polícia Federal.

Os detentos, que acumulam mais de 428 anos de condenação, estavam no presídio de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Sob forte esquema de segurança, foram levados ao Aeroporto Internacional do Galeão e seguiram para unidades federais em diferentes estados.

A transferência foi autorizada pela Justiça estadual a pedido da Seap-RJ e da Vara de Execuções Penais. O objetivo é impedir que os chefes de facção continuem comandando atividades criminosas a partir do sistema penitenciário fluminense.

Segundo o governo do estado, a medida faz parte de uma estratégia para enfraquecer o crime organizado e restaurar a segurança nas comunidades afetadas. O governador Cláudio Castro destacou que o isolamento das lideranças é fundamental para reduzir a influência das facções no Rio.

De acordo com a Seap-RJ, a decisão foi embasada em relatórios de inteligência que apontaram a atuação direta dos presos em ações que contribuíam para a instabilidade da segurança pública. A transferência marca mais uma etapa do plano de enfrentamento ao crime organizado no estado.