A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora Oi S.A., uma das maiores empresas de telecomunicações do país, após constatar o colapso financeiro da companhia. A decisão foi proferida pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que apontou inviabilidade econômica e endividamento superior a R$ 1,7 bilhão.
De acordo com o processo, a empresa não possui condições de cumprir suas obrigações financeiras e apresenta receita mensal de cerca de R$ 200 milhões, valor insuficiente para cobrir suas dívidas. O magistrado responsável destacou que o patrimônio da Oi está “esvaziado”, o que inviabiliza a continuidade das atividades e o pagamento aos credores.
A decisão representa o encerramento de um longo período de tentativas de recuperação judicial. Desde 2016, a Oi vinha passando por reestruturações financeiras e renegociações de dívidas com credores e investidores. Mesmo após a venda de ativos e mudanças de gestão, a companhia não conseguiu equilibrar as contas.
Com a falência decretada, a operadora entra em processo de liquidação judicial, que inclui a venda de bens e ativos remanescentes para o pagamento de dívidas. A Justiça nomeou um administrador judicial para conduzir o processo, que deverá apresentar o plano de liquidação e o levantamento completo dos passivos e ativos da empresa.
A Oi foi responsável pela expansão do setor de telefonia no Brasil nos anos 2000, mas enfrentou forte concorrência, queda de receita e dificuldades de adaptação tecnológica. A falência encerra uma trajetória de mais de duas décadas de atuação no mercado brasileiro de telecomunicações.