O aroma da paz na direta do Rio de Janeiro

Depois de idas e vindas, a direita do Rio de Janeiro pôde sentir, neste fim de semana, um importante "aroma da paz".

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Por Lenine Rodrigues

Depois de idas e vindas, a direita do Rio de Janeiro pôde sentir, neste fim de semana, um importante “aroma da paz”.

Com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, em silêncio sobre a disputa pela vaga ao Governo do Estado, e o atual governador, Cláudio Castro, afirmando que só tratará do assunto em fevereiro de 2026, uma notícia caiu como um “elixir” agradável para a direita carioca.

Não é segredo para ninguém que a família Bolsonaro detém um peso significativo no coração dos eleitores de direita e de diversos líderes do Rio de Janeiro. E já deixaram claro que não apoiarão Rodrigo Bacellar ao Palácio das Laranjeiras. A canetada que Bacellar deu em Washington Reis, quando estava interinamente no governo em julho, selou de vez a ruptura com a família Bolsonaro, inviabilizando sua candidatura.

Mas nem tudo está perdido. Neste fim de semana começaram a circular comentários de que o filho mais conciliador da família, o senador Flávio Bolsonaro, poderá ser candidato a governador, abrindo espaço para que Cláudio Castro dispute o Senado. Esse arranjo resolve a situação de Castro, promove a reaproximação com os bolsonaristas e ainda consolida os desafetos de Bacellar de volta ao Palácio Guanabara.

Nomes como Washington Reis, Luizinho, Altineu, Garotinho, Rogério Lisboa, Canela e Capitão Nelson voltariam a se unir em uma mesma direção.

O que esse “aroma da paz” ainda não deixou claro é onde Rodrigo Bacellar se encaixaria nessa história. Alguns dizem que ele poderia ir para o TCE, encerrando sua carreira política eleitoral e deixando espaço para seu irmão, Marquinhos Bacellar, atual presidente da Câmara de Campos. Outros defendem que continuará como deputado e conduzirá sua base na Alerj rumo a uma união mais sólida da direita, já que é visto como cumpridor de palavra e bom articulador — lembrando que obteve 70 dos 70 votos possíveis para sua reeleição à presidência da Casa.

Outra frente que esse acordo pode impactar é a dos prefeitos do Rio de Janeiro, em sua esmagadora maioria de direita. Entre os quatro maiores colégios eleitorais, todos são bolsonaristas: São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo. Isso certamente preocupa Eduardo Paes, que lidera as pesquisas, mas ainda não tem adversário definido.

Com a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, muitos aliados de direita que flertavam com Paes deverão sentir o novo “aroma” e retornar ao ninho bolsonarista.

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