É fato que o trânsito em Teresópolis enfrenta o crescimento da frota e que muitos pedestres e motoristas agem de forma irresponsável. No entanto, é evidente que o município não possui um plano eficaz de ordenamento viário.
Nos últimos anos, o que se viu foram medidas improvisadas, muitas vezes sem respaldo técnico ou continuidade. A instalação precária de sinalizações, mudanças abruptas no sentido de ruas e a falta de uma fiscalização objetiva evidenciam a ausência de um projeto sólido de gestão do trânsito.
Enquanto cidades vizinhas investem em mobilidade urbana com tecnologia, engenharia de tráfego e campanhas educativas permanentes, Teresópolis segue dependente de ações emergenciais. Cones, bloquetes, quebra-molas em excesso, faixas pintadas às pressas e agentes de trânsito desorganizados, sem estratégia definida, são exemplos do improviso.
Essa desorganização impacta diretamente a segurança. Acidentes em cruzamentos perigosos, ruas mal sinalizadas e regiões escolares inseguras fazem parte do dia a dia. A população cobra soluções reais, mas ainda faltam ações técnicas e um plano integrado de mobilidade urbana.
Não se trata de criticar o governo, mas de analisar os fatos com clareza. Ficar apenas realizando blitzes sem planejamento não traz resultados efetivos. Enquanto isso, os arruaceiros continuam nas ruas e os acidentes não diminuem.
Sem um planejamento adequado, o trânsito em Teresópolis segue como um retrato da desordem urbana e da falta de gestão eficiente.