A tarifa de Trump sobre o Brasil, anunciada em 9 de julho de 2025, foi alvo de forte repúdio por parte do Partido Agir 36. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (11), a sigla condenou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Para o partido, a medida representa uma violação aos princípios do direito internacional e uma ameaça direta à soberania do Brasil. Segundo a nota assinada por Daniel Tourinho, presidente nacional do Agir, a ação tem caráter político e configura uma intervenção inaceitável nos assuntos internos do país.
“O Brasil é um Estado soberano com instituições democráticas e Judiciário independente, e não aceitará pressões externas que visem subjugá-lo”, afirma a nota.
O Agir também declarou apoio a eventuais medidas retaliatórias, amparadas pela nova Lei de Reciprocidade Econômica, e defendeu o acionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) para buscar uma solução justa e legal para o impasse.
A sigla fez ainda um apelo por:
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Negociações diplomáticas urgentes, para preservar o comércio bilateral;
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Atuação nos fóruns multilaterais, como a OMC;
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Unidade entre forças democráticas nacionais, em defesa da autonomia brasileira.
A nota termina com um recado direto:
Leia nota completa:“A soberania nacional não está à venda. O Partido Agir permanecerá vigilante e atuante, apoiando governos democráticos que defendam com firmeza os interesses brasileiros no cenário global.”
Nota oficial – Partido Agir 36
O Partido Agir vem a público manifestar seu mais absoluto repúdio à decisão unilateral anunciada em 9 de julho de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50 % sobre produtos brasileiros, com efeitos previstos a partir de 1º de agosto.
Tal medida representa uma grave transgressão aos princípios do direito internacional e à soberania nacional. A imposição de tarifas motivadas por posicionamentos políticos — especificamente, a crítica ao andamento de processos jurídicos contra figuras públicas brasileiras — caracteriza uma forma de intervenção inaceitável nos assuntos internos do Brasil .
O Partido Agir reafirma:
- Defesa intransigente da soberania nacional. O Brasil é um Estado soberano com instituições democráticas e Judiciário independente, e não aceitará pressões externas que visem subjugá-lo ou interferir em suas decisões internas.
- Condenação veemente da intromissão política por via comercial. A utilização de barreiras tarifárias como punição por ações do sistema judiciário brasileiro fere o princípio de não intervenção e rompe com normas consagradas do comércio internacional .
- Apoio às reações governamentais legítimas. O Brasil, por meio de sua diplomacia e em consonância com a legislação nacional — incluindo a recém-aprovada Lei de Reciprocidade Econômica —, está plenamente dentro do direito de adotar medidas retaliatórias proporcionalmente, para defender seus interesses .
O Partido Agir faz um apelo:
- Por negociações diplomáticas e comerciais urgentes, com foco na manutenção do comércio bilateral e respeito mútuo.
- Por chamadas ao Conselho da OMC e demais instâncias multilaterais, buscando solução justa e legal ao impasse.
- Por solidariedade política entre as forças democráticas brasileiras em defesa da autonomia do Brasil no debate internacional.
Reafirmamos que a soberania nacional não está à venda. O Partido Agir permanecerá vigilante e atuante, apoiando governos democráticos que defendam com firmeza os interesses brasileiros no cenário global.
Brasília, 11 de julho de 2025
Daniel Tourinho
Presidente Nacional do Agir 36
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